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Acidentes podem causar desde superficiais a amputações ou até a morte.
A linha chilena é um tipo de linha de pipa altamente cortante, feita com uma mistura de cola e óxido de alumínio ou quartzo moído. Seu uso representa diversos perigos, tanto para quem a manuseia quanto para terceiros. Ultimamente temos visto vários acidentes envolvendo este tipo de produto, causando desde lesões superficiais a amputações e em casos mais graves levando a morte.
Motociclistas e ciclistas estão mais suscetíveis a se acidentar com a linha chilena, pois a linha pode se enroscar no pescoço ou rosto durante o trajeto. Mesmo em baixa velocidade, um corte profundo pode ser fatal.
Pedestres e corredores também estão sujeitos aos perigos da linha chilena, pois quem caminha ou corre ao ar livre pode ser atingido por uma linha solta, especialmente crianças e idosos. Caminhar ou correr em áreas com muitas pipas, o risco de cortes no rosto, pescoço ou braços aumenta.
Animais domésticos ou silvestres da mesma forma correm riscos de acidentes, pássaros podem ficar presos e sofrer ferimentos graves, já cachorros e gatos e outros animais podem pisar ou se enroscar na linha caída no chão.
O perigo existe igualmente para quem manuseia, podendo se cortar gravemente nas mãos e braços, sem contar que se a linha enroscar em um fio elétrico, há risco de choques ou incêndios.
A melhor forma de evitar esses acidentes é não usar linha cortante e sempre empinar pipa em locais seguros, longe de vias e fiações elétricas.
Cuidados para motociclistas e ciclistas:
Uso obrigatório da antena corta-pipa nas motos para evitar cortes no pescoço.
Uso de capacetes fechados e roupas de manga longa para minimizar ferimentos.
No estado do Rio de Janeiro, o uso, porte, posse, fabricação e comercialização de linhas cortantes, como o cerol e a linha chilena, são proibidos pela Lei nº 7.784, de 13 de novembro de 2017, alterada pela Lei nº 8.478, de 18 de julho de 2019.
Além disso, os fabricantes de pipas no estado são obrigados a inserir nas embalagens uma advertência sobre a proibição do uso de linhas cortantes, conforme a Lei nº 7.687, de 15 de setembro de 2017.
Essas medidas buscam aumentar a segurança e prevenir acidentes relacionados ao uso dessas linhas.
O ideal é usar linha de algodão sem cerol e brincar em locais seguros, longe de vias movimentadas e fiações elétricas. Dessa forma, é possível se divertir sem colocar a vida de ninguém em risco.
Redação: Fabricio Souza/Imagem: IA
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